Audição do Ministro de Estado e das Finanças | OE2027

23 outubro 2026

Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública Portuguese Assembly of the Republic

00:05 - 00:58
Orador 2
Muito bom dia, senhoras e senhores deputados.  Vamos dar início à nossa reunião de hoje, que terá como ponto único a audição do Ministro de Estado e das Finanças, Dr. Joaquim Miranda Sarmento, no âmbito da apreciação na generalidade da proposta de lei 110 do governo, Orçamento de Estado para 2027.  Dou desde já as boas-vindas ao senhor Ministro de Estado das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, ao senhor Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, José Maria Brandão de Brito, à senhora Secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte, ao senhor Secretário de Estado do Tesouro e Finanças, João Silva Lopes, e à... penso que a senhora Secretária de Estado não veio.  Muito bem.  Portanto, esta audição irá iniciar-se com uma intervenção inicial do senhor Ministro. 

O senhor Ministro dispõe de 15 minutos.  Tem a palavra.  Portanto, vai ser apoiada em meios telemáticos, portanto, que estão transmitidos nos ecrãs à vossa volta.  Senhor Ministro, tem a palavra. 
00:58 - 02:55
Orador 1
Muito obrigado, senhor Presidente.  Muito bom dia às senhoras e aos senhores deputados, às senhoras e aos senhores jornalistas e a quem nos segue pelos meios de comunicação.  O Orçamento de Estado é marcado por um contexto de crescimento económico.  Nós prevemos 2,3% este ano, 2,1% no próximo ano, e o continuar de um equilíbrio orçamental com uma redução da dívida pública abaixo dos 85% no próximo ano.  A economia portuguesa tem mostrado uma capacidade de resiliência muito grande, com níveis de emprego históricos, com um forte crescimento do emprego, uma taxa de desemprego abaixo dos 6% e, portanto, próximo da taxa natural de desemprego, e crescimento das remunerações muito significativo. 

Como podemos ver aqui, a massa salarial líquida, a massa salarial, portanto, as remunerações reais, a massa salarial depois de descontado o efeito inflação, nós temos um crescimento entre 24 e 26 em torno de 15%.  E quando olhamos para o crescimento dos salários reais, o gráfico que está neste slide, nós vemos, depois da quebra do salário real em 22, fruto do pico de inflação que atingiu Portugal nesse ano, em 24, 25, o crescimento dos salários reais foi em cada ano superior a 3% e em 26 em torno de 2,5, o que significa um crescimento acumulado dos salários reais 24 a 26 em torno dos 10%.  E estes anos são os anos de maior crescimento do salário real desde que Portugal entrou na zona euro.  Os níveis de investimento têm-se mantido relativamente estáveis, mas com uma forte recuperação das exportações depois de um ano de 25 em que as exportações sofreram bastante.  E temos reforçado bastante o investimento público. 

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