Audiência da Angelini Pharma Portugal, Unipessoal, Lda.
29 outubro 2026
Pontos dos intervenientes
- Intervenientes do capítulo
- Cor: grupo político
- Cinzento: sem grupo
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Sumário atualizado a 29/10/2026
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Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública Portuguese Assembly of the Republic
00:11 - 00:55
Orador 5
Bem, bom dia, senhoras e senhores deputados. Temos hoje uma audiência com a Angelini Pharma Portugal Unipessoal Limitada, no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2027. Temos connosco Nuno Baraj, Country Manager Portugal, Inês Melo, responsável de Assuntos Externos e Strategy, e as consultoras externas, não tenho aqui o nome das senhoras, mas de Public Affairs. Portanto, o senhor doutor tem cinco minutos para uma intervenção inicial. Os grupos parlamentares irão questioná-lo num período máximo de três minutos e depois tem seis minutos para responder às questões que forem suscitadas pelos senhores deputados.
00:55 - 00:57
Orador 1
Faz favor, senhor doutor.
00:57 - 02:44
Orador 2
Muito obrigado. Do consumo de antidepressivos, por exemplo, entre 90 e 2023, só a epilepsia aumentou 45% a sua prevalência e as doenças mentais 37%. E depois há uma sensação de necessidades não satisfeitas pelo cuidado físico e mental destes doentes em cerca de 27% não atendidas e em 44% das pessoas com epilepsia não têm acompanhamento médico regular. Isto é mais evidente em algumas partes do país em que há uma assimetria muito franca dos cuidados médicos e da referenciação. Isto equivale a um gasto de cerca de 3,7% do PIB português, sendo que a epilepsia sozinha são 820 milhões de euros por ano de custo que tem para os cofres dos portugueses.
02:44 - 03:36
Orador 3
Segundo a Lancet Commission, há uma recomendação global de um investimento em saúde do cérebro entre 5 a 10% dos orçamentos da saúde. E isso é algo que para o qual vimos pugnar hoje. Porquê? Porque achamos que a saúde do cérebro é algo que vai muito para além de apenas um problema de saúde, é uma questão neurológica, mental, de comportamento, mas também social e económica. Por um lado existem já facilitadores de investigação, a AICIB em Portugal já tem um programa de investigação, existe mesmo um hub nacional para a saúde do cérebro, mas no entanto não existe uma estratégia consolidada para o cérebro, não existe nada que se consubstancie depois em medidas programáticas relativamente ao cérebro.
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